Você já ouviu falar em pedras na vesícula? Pois bem, em alguns casos, essas pedras podem se deslocar e parar em um canal importante chamado ducto biliar comum. Quando isso acontece, chamamos de coledocolitíase.
Imagine o ducto biliar comum como um cano que leva a bile (líquido produzido pelo fígado para ajudar na digestão de gorduras) até o intestino. Se uma ou mais pedrinhas bloqueiam esse cano, podem surgir alguns problemas.
Quem pode ter coledocolitíase?
É comum que a coledocolitíase aconteça em pessoas que já têm ou tiveram pedras na vesícula. Cerca de 15% a 20% dessas pessoas podem desenvolver essa condição. Em uma minoria dos casos (cerca de 10%), as pedras se formam diretamente nesse canal. Mesmo quem já retirou a vesícula pode, em alguns casos (aproximadamente 5%), ter pedras que ficaram ou se formaram novamente no ducto biliar.
Como tratar a coledocolitíase?
A boa notícia é que existe tratamento! Um dos procedimentos mais comuns é a CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica). Pense nesse exame como uma “limpeza” interna, feita com um equipamento especial que entra pela boca e chega até os canais biliares.
Durante a CPRE, muitas vezes é realizada a esfincterotomia endoscópica. Esse nome complicado se refere a um pequeno corte em um “portãozinho” (esfíncter de Oddi) que controla a saída da bile. Esse corte ajuda a alargar a passagem para que as pedras possam ser eliminadas mais facilmente.
E depois da esfincterotomia?
Pedras menores, de até 1 cm, geralmente saem sozinhas. Mas, para garantir que tudo fique limpo, os médicos costumam usar pequenos balões ou cestas para “varrer” o canal biliar e removem qualquer pedrinha que tenha sobrado.
E se as pedras forem grandes?
Para pedras maiores, principalmente aquelas com mais de 2 cm, pode ser preciso quebrá-las em pedaços menores. A primeira técnica utilizada costuma ser a litotripsia mecânica, que usa um aparelho para esmagar a pedra.
Se a litotripsia mecânica não funcionar, existe uma outra opção ainda mais moderna: a litotripsia a laser. Essa técnica é ideal para pedras grandes ou muito duras.
Técnica SpyGlass/BritView!
Aqui no IECAD, nós somos referência no uso de uma tecnologia avançada chamada SpyGlass/BritView. Imagine poder enxergar diretamente dentro do canal biliar! Esse sistema nos permite guiar o laser com muita precisão para quebrar as pedras, garantindo um tratamento mais seguro e com ótimos resultados. Essa tecnologia de ponta está disponível em poucos centros especializados no Brasil, e o IECAD tem essa expertise para cuidar de você.
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Responsável Técnico
Dr. Felix Santos – CRM12966
